sábado, 23 de maio de 2009

A ENTRADA DA ARCA EM JERUSALÉM - Conexão do dia 23/05

Por Rodrigo Jambers

TEXTO: II Samuel 6.1-23; I Crônicas 15 -16.6

INTRODUÇÃO

Estamos acompanhado nestes dias como foi que Deus caminhou com Seu povo representado pela Arca, pois Ele não poderia ser representado por estátuas de madeira, barro, ouro, prata e etc., como faziam os habitantes de Canaã, em relação aos seus deuses. Deus se apresentara a Moisés como “EU SOU (YHWH)”, ou seja, não havia uma imagem figurativa de sua aparência física, na qual o povo pudesse identificar o Deus de Israel. A Arca da Aliança era a representação visível de Deus bem como a representação do Deus pactual.

TRANSIÇÃO

Nesta trajetória vimos como foi ordenado a construção da Arca, quais os utensílios que foram colocados dentro dela, quais eram as exigência para que o sacerdote se pusesse perante a Arca para oferecer expiação pelos pecados do povo. Também vimos que a presença e o poder de Deus não estavam no objeto, e sim na obediência do povo, e por isso perderam, não só a Arca como objeto, mas a presença de Deus. Aprendemos que a presença de Deus não pode ser levada de qualquer jeito e como Deus abençoou a casa de Obede-Edom. Depois de toda essa trajetória chega o dia da Arca ser devolvida ao seu lugar, e é sobre isso que veremos, “O Retorno da Arca para Jerusalém”.

TEMA: A ENTRADA DA ARCA EM JERUSALÉM

1 - Não deve ser levada de qualquer maneira

a)A primeira tentativa foi marcada pelo desprezo dos mandamentos

A Arca foi levada por um carro de bois, os habitantes de Bete-Semes ofereceram sacrifico de animais fêmeos, além de olharem para dentro da Arca, tudo isso contra os mandamentos de Moisés. Davi sabia qual era o modo, mas quis trazê-la conforme o modelo dos filisteus, inovando. Uzá sabia qual era o modo correto, porém foi conivente com o erro e por isso foi punido ao tocá-la por desprezar o sagrado

Aplicação: Estamos vivendo uma época de muitas inovações, onde as pessoas lidam com o Sagrado de qualquer forma, onde nos acostumamos com as coisas santas, e chegamos a um momento onde o que fazemos para Deus, para nós mesmo e para os outros, são da mesma maneira. Uma época onde a presença de Deus é colocada em segundo plano em prol do bem estar das pessoas. Onde o mais importante é fazer “a minha vontade”, e acreditam que Deus deve “se adaptar” às nossas necessidades e vontades. Mas nosso Deus não mudou, nem Suas exigências para andarmos em sua presença e representá-lo nesta terra. As Escrituras nos mostram que para Ele habitar e seu santuário, o mesmo precisa estar limpo, estar livre de pecados, tendo como prioridade fazer a vontade soberana do “dono” do Santuário. As inovações só devem ser bem vindas quando não ferem a santidade de Deus e o Templo do Espírito Santo, que somos nós. As boas intenções precisam estar de acordo com a Palavra, senão poderá nos levar distantes da presença de Deus e até mesmo a morte

2.Precisa ser feita da maneira correta – II Sm 6.13-15, 18-20

a)A segunda tentativa foi marcada pelo arrependimento, humilhação e reverência

Agora que Davi está instalado no trono, começa a reviver a honra da arca. Existia um modelo correto para levar a Arca que deveria ser feito pelo levitas, em seus ombros, conforme a vontade de Deus. A culpa pela morte de Uzá fez com que Davi revisse seus conceitos e agisse da maneira correta, e a cada seis passos sacrificava ao Senhor bois e carneiros cevados

b)Foi marcada pela alegria, gozo e júbilo – II Sm 6.16; II Cr 25-28

Aprendida a lição, Davi demonstrou que o mais importante era o reverência e não o objeto, era a obediência e não o sacrifício, era a adoração, o louvor;

c)Não se deve dar ouvidos as repreensões;

Davi não ficou abatido pela atitude de sua esposa, pelo contrário, respondeu que independente do que ela pensava o que ele queria agora é se alegrar na presença de Deus era se humilhar ainda mais na presença de seu Senhor que o escolheu.

Aplicação: Aprendemos que as coisas do Senhor devem ser feitas com superioridade, com um coração totalmente voltado para glorificá-lo com tudo o que somos, com tudo o que temos, esse é nosso sacrifício hoje. Quando as pessoas que não entendem nossa alegria e nossa humilhação na presença do Senhor, não precisamos nem responder e nem fazer nada, mas deixarmos que o Senhor agira contra aqueles que são contra à Seus adoradores.

CONCLUSÃO

Da mesma forma que Jesus, sendo Deus, honrou seu Pai com obediência, humildade, e da mesma maneira devemos carregá-lo de “completo” dentro de nós. O mesmo Jesus humilde, santo, submisso, cheio do poder, Soberano, é quem habita em nós e isso deve ser evidenciado em nossas vidas, por carregarmos a “Arca” e a “Arca” caminha conosco.

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